sexta-feira, 25 de maio de 2018

RENASCIMENTO CULTURAL
(Caio Azevedo, Geovanny Henrique, Isaque Franca, Júlia Saraiva, Lucas Almeida e Maria Clara Freire)

As mudanças na sociedade feudal, como a ascensão da burguesia e o retorno das cidades, —  já próximas à transição da Idade Média para a Moderna — foram o estopim para a modificação da existência dos europeus. Então, os séculos XIV, XV e XVI foram marcados por um intenso movimento intelectual e cultural, conhecido como Renascimento ou Renascença. Esse movimento trouxe ideias e comportamentos novos, que acompanharam as transformações sociais e, futuramente, diferenciariam o homem medieval do homem moderno.


ORIGEM:

A península Itálica, na época, era o principal polo comercial mediterrâneo. A camada burguesa enriquecida necessitava de reconhecimento social, assim, os excedentes econômicos foram utilizados para investir em produção cultural. Além disso, a Itália foi o local onde o Classicismo desapareceu por último, conservando ainda muitas das obras que inspirariam os artistas renascentistas. Os intercâmbios comerciais produziam também trocas culturais, notadamente entre as cidades italianas e Constantinopla. Atualmente, o país é conhecido como o Berço do Renascimento, já que o movimento que mudou a visão do homem europeu na Idade Média teve seu início nos portos de Gênova.


FATORES:

Diversos fatores contribuíram para a corrente cultural que representou a ruptura com a Idade Medieval. O renascimento comercial e urbano, oriundos da crise do feudalismo na Baixa Idade Média e a invenção da Imprensa por Gutenberg são elementos que alimentaram a vontade dos europeus de desenvolver e experimentar novas atividades e originaram o Renascimento.

O retorno do comércio e da cidade possibilitou a existência dos mecenas, burgueses que patrocinaram artistas e intelectuais, difundindo projetos artísticos e literários.

A invenção da Imprensa, isto é, a máquina de impressão tipográfica inventada pelo alemão Johann Gutenberg no século XV, simboliza a substituição dos manuscritos pelos livros impressos. "Este novo tipo de produção possibilitou uma tiragem maior de exemplares, favorecendo o barateamento do livro e, consequentemente, uma maior disseminação da informação. Esta liberdade de acesso favoreceu o advento da ciência em detrimento da fé da Igreja, possibilitando liberdade de pensamento às novas classes sociais" — trecho do artigo "O Renascimento Cultural a partir da imprensa: o livro e sua nova dimensão no contexto social do século XV", por Gerlaine Marinotte Ribeiro, Ricardo de Lima Chagas e Sabrine Lino Pinto. O surgimento da tipografia possibilitou uma classe média intelectual e a circulação de ideias na Europa.

A importância do livro impresso vai além da difusão de saberes, essa também se dá ao fato de essa invenção abrir espaço aos sentimentos humanos. Homens e mulheres encontram na literatura um espaço para relatar emoções, sentimentos e histórias pessoais. A tipografia tornou, então, a humanidade universal.


CARACTERÍSTICAS:

O Renascimento Cultural é caracterizado pela retomada de valores da cultura clássica greco-romana. O pensamento renascentista articulou os valores culturais dos textos antigos com o contexto medieval e moderno, logo o resgate da cultura clássica não exprime uma tentativa de cópia, e sim o objetivo de interpretar e refletir sobre suas obras. Vale-se lembrar que a visão de mundo renascentista e medieval são facilmente distinguidas, já que a cultura dos modernos pretendia negar os valores da "Idade das Trevas".

Na Renascença, o pensamento predominante não era mais o teocentrismo (do grego, theos "Deus" e kentron "centro", que significa literalmente "Deus como centro do mundo"), e sim o antropocentrismo; o aparecimento de uma filosofia conhecida como humanismo transformou a forma de encarar o homem e o universo; a pintura renascentista difere-se da medieval por representar o corpo e a natureza de forma mais realista: característica herdada da tendência naturalista; o racionalismo afrontou os dogmas católicos; o valor da individualidade, praticamente desconhecido na Idade Média e na Antiguidade, foi criado; e o hedonismo diferenciou-se do ascetismo medieval.


PRINCIPAIS ARTISTAS E OBRAS:

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi pintor, escultor, engenheiro, cientista, escritor e inventor italiano. Foi um importante contribuidor para a produção intelectual e artística renascentista.

Mona Lisa ou A Gioconda (1503-1506), óleo sobre madeira por Leonardo da Vinci.

Michelangelo Buonarroti (1475-1564) foi pintor, escultor e arquiteto italiano.

A Criação de Adão (1508-1515), um afresco de Michelangelo localizado na Capela Sistina.

Mesmo que o Renascimento tenha custado a chegar à Grã-Bretanha, pela sua distância das nações europeias mais cultas e sofisticadas, e que os ingleses tenham se deparado com o obstáculo de traduzir suas obras para o italiano, William Shakespeare (1564-1616), poeta e dramaturgo inglês, autor de “Romeu e Julieta” e “Hamlet”, ascendeu e tornou-se um dos mais significativos nomes da literatura moderna. Para Andrew Hadfield, professor da Universidade de Sussex, no Reino Unido, o atraso do movimento cultural na região foi compensado por Shakespeare.

Página da obra "Romeu e Julieta", em inglês.

Miguel de Cervantes (1547-1616): poeta, romancista e dramaturgo espanhol, autor de “Dom Quixote de la Mancha”.

Página da obra "Dom Quixote de la Mancha", em espanhol.


PARA REFLETIR:

A visão de que o Renascimento é uma ruptura definitiva com a Idade Média pode ser um tanto reducionista. Essa visão julga o período medieval como obscuro e sem nenhum acontecimento significativo ao âmbito cultural. Para o historiador Thomas Woods, a Renascença, mais do que uma ruptura total com o passado medieval, pode ser considerada o auge da Idade Média. Ele afirma que “os medievais, tal como uma das figuras exponenciais do Renascimento, tinham um profundo respeito pela herança da antiguidade clássica, ainda que não a aceitassem de modo tão acrítico como o fizeram alguns humanistas: e é na Idade Média que encontramos as origens das técnicas artísticas que viriam a ser aperfeiçoadas no período seguinte.” (WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. São Paulo: Quadrante, 2008. p. 119)

A palavra "renascimento", também, é ligeiramente preconceituosa, pois essa remete a essas afirmações exageradas de que na Idade Média a cultura estava morta.

Ademais, a confluência entre a cultura clássica e a cristã foi expressa em obras de importantes renascentistas. O Renascimento negou, sim, doutrinas católicas, porém o movimento não substituiu o Cristianismo, mas abriu a possibilidade de novas análises aos textos sagrados, remotamente controlados pela Igreja.

Martinho Lutero, influenciado pelo princípio da individualidade, defendia que cada pessoa deveria interpretar a Bíblia à sua maneira; a Igreja luterana não se considerava a dona de todas as verdades. Assim, a Renascença também teve grande influência sobre a Reforma Protestante — movimento reformista cristão do século XVI.

BIBLIOGRAFIA*:

→ Coleção Estudos de História: volume 1 - Ricardo de Moura Faria, Mônica Liz Miranda e Helena Guimarães Campos

→ Nova História Crítica: Moderna e Contemporânea - Mario Schmidt

→ Revista de História da Biblioteca Nacional: Renascimento - edição nº 98

→ http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=191

→ https://www.todamateria.com.br/renascimento-cultural/

→ https://historiadomundo.uol.com.br/idade-moderna/renascimento.htm

→ http://www.sohistoria.com.br/ef2/renascimento/p1.php

→ http://www.historialivre.com/moderna/renascimento.htm

→ http://www.revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/view/1413

→ http://prof-ferdinando.blogspot.com.br/2012/04/renascimento-cultural-e-cientifico.html

→ http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u13515.shtml

→ https://youtu.be/aU8X4uojx08

*Todos os livros integram o acervo da Biblioteca Prof. Gilmar Luiz Novaes do Colégio Pedro II - Campus Niterói.

domingo, 13 de maio de 2018

¡Hola!

Antes de tudo: ''PRO PEDRO II TUDO OU NADA?!''

Beleza, se preparem para los mejores blogueiros que vocês poderão conhecer.
Tá, eu sei que isso é para o trabalho de história, mas deixa eu me divertir um pouco KKKK.
Então beninas, no blog de hoje vou ensinar a vocês como fazer um trabalho de história decente. Mentira que eu ainda não fiz nada, mas enfim.
Tá bom já.
Tchau galeraa, amo vcs 02 💙 (sou muito fofa mesmo)

Espero que tenham gostado do blog :) 
- Jú S.

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